O porto de São Sebastião é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes de São Paulo. A CDSS exerce também a função de Autoridade Portuária. Está na área considerada a terceira melhor região portuária do mundo.
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      INFORME DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO


Novo sistema viário na Tamoios e litoral, vontade política e custo elevado
23 de abril de 2008 - Editorial - Jornal Imprensa Livre


Até aqui o governo do Estado tem dado provas cada vez mais contundentes de que não ficará no discurso ou no papel, o projeto que objetiva integrar o Litoral Norte ao Vale do Paraíba e demais regiões do interior paulista, que ansiosamente aguardam pela concretização do chamado “corredor de exportação”. Após o presidente da Companhia Docas, Frederico Bussinger, haver sacudido a região em menos de seis meses com propostas palpáveis de ampliação do porto sebastianense, agora, foi a vez do seu superior, o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, anunciar, em entrevista exclusiva ao Imprensa Livre, que levará brevemente ao governador José Serra uma alternativa de tráfego para a descida da serra pela Rodovia dos Tamoios.

As obras já planejadas para desafogar gargalos no trecho de planalto, e agora a nova opção de descida da serra, deixarão a Tamoios em excelentes condições não somente para atender à eventual aumento de tráfego pesado em direção ao porto, como também resolverá os inúmeros problemas já causados pelos incômodos engarrafamentos na estrada durante as temporadas de férias e finais de semana prolongados. Há mais que incômodos a serem superados, há vidas a serem poupadas, porque se o atual traçado do trecho da serra da Tamoios já é perigosíssimo com o monótono fluxo de veículos que registra na maior parte do ano, imagine quando o movimento foi mais elevado.

Podemos riscar o fósforo, mas ainda não dá para acender os fogos. Politicamente a região nunca viu representantes do governo estadual com tanta vontade de desengavetar antigos projetos viários e portuários de fundamental importância para o Litoral Norte. É preciso, paralelamente, serem equacionados dois grandes obstáculos aos empreendimentos, o ambiental e o econômico.

As dificuldades de licenciamento ambiental para projetos na Mata Atlântica já sepultaram no passado projetos viários como a “Estrada do Sol”, revivida neste novo traçado de descida de serra da Tamoios e o antigo traçado da Rio-Santos. Desses projetos, com alguns trechos deflagrados, sobraram viadutos que hoje estão sendo engolidos pela mata ou servindo de “point” para esportes radicais, como o rappel.

A questão ambiental até pode ser contornada e a concepção do projeto já prevê túneis e viadutos, acreditamos, exatamente em função desse tipo de entrave.

Agora, difícil mesmo, será viabilizar a questão econômica. A somatória das obras no trecho de serra e dos contornos de Caraguatatuba e São Sebastião resultam em algo em torno de R$ 2,2 bilhão. O governo do Estado, obviamente não pagará a conta sozinho e buscará parceiros na iniciativa privada e, o que pode ou não determinar a viabilidade econômica do projeto será o futuro movimento no porto sebastianense.

Homens decididos estão capitaneando os projetos. O governador, que não esconde de ninguém tem um olho no Palácio dos Bandeirantes e outro no Alvorada, concretizando o corredor de exportações agradará de uma só tacada habitantes (e principalmente empresários) do Litoral Norte, Vale do Paraíba, região campineira e adjacências, norte do Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. São muitos votos (e recursos financeiros) envolvidos.

Já Mauro Arce e Bussinger cravariam seus nomes na história como pioneiros de um projeto de repercussão regional, com a solução dos gargalos de tráfego entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte e porque não nacional, com a ampliação do porto sebastianense. Resumo da ópera: vontade política existe, mas o fósforo não pode ficar aceso muito tempo porque queima o dedo.




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