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INFORME DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO |
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Porto de São Sebastião realiza obras para melhorar operação e adaptação às normas internacionais de segurança |
23 de maio de 2008 - Jornal Canal Aberto
Começaram anteontem as obras de dragagem para manutenção do calado na área próxima ao píer de atracação do porto de São Sebastião. Essa é uma das obras que a Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) está realizando para aumentar a operacionalidade no embarque e desembarque de cargas e adaptar as instalações portuárias às normas internacionais de segurança, segundo o Diretor de Gestão Portuária da CDSS, Paulo Rogério de Souza Almeida.
Na semana passada, teve início a demolição dos antigos armazéns localizados sobre o píer de atracação do porto. A maior parte dos telhados já foi removida e a demolição das paredes deverá ser realizada assim que for erguida uma torre de iluminação com a altura de 30 metros. A demolição visa aumentar a operacionalidade no tocante a carga e descarga de mercadorias.
Para substituir os armazéns que estão sendo demolidos, foram edificados na área do retro-porto três armazéns “lonados”, cada um com 2 mil metros quadrados de área coberta.
A CDSS já providenciou também a demolição das instalações de um centro de abastecimento náutico existente ao lado do terminal das balsas e que se encontrava desativado. O local, no futuro, deverá receber as instalações de um terminal para embarque e desembarque de passageiros de navios de cruzeiro, obra que deverá ser edificada em conjunto com a Prefeitura de São Sebastião.
No tocante às normas de segurança, nas próximas semanas serão instaladas catracas eletrônicas para o controle do acesso de pessoas ao porto, e também e cancelas para com câmeras de monitoramento para o controle da entrada e circulação de veículos.
Dragagem
O calado (profundidade) da área onde os navios atracam no píer principal do porto de São Sebastião é de 8,20 metros. O serviço de dragagem que teve início ontem visa levar esse calado para 9,00 a 9,50 metros, profundidade essa existente à época da construção do porto, entre as décadas de 1940 e 1950.
Paulo Rogério explicou que as obras de dragagem serão monitoradas, passo a passo, e deverão ser executadas em 70 dias. Estima-se a remoção de 90 mil metros cúbicos de sedimento. Esse material, conduzido através de tubulação, será utilizado para aterro do retro-porto.
Gasoduto
A CDSS prevê que, a partir do início da segunda quinzena de junho próximo, deverá começar chegar ao porto os primeiros de 11,2 mil tubos que serão empregados na construção do trecho marítimo do gasoduto que interligará a Plataforma de Mexilhão – na Bacia de Santos – à Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em Caraguatatuba. O gasoduto terá perto de 145 quilômetros de extensão, dos quais 138 até a praia e os outros sete em trecho terrestre.
O contrato para operação de transporte foi fechado, no final de janeiro último, entre a CDSS e a Consolidated Pipe Carries (CPC), empresa de Cingapura que fará a logística de transporte da tubulação do gasoduto.
Através de processo licitatório, a Petrobras contratou a empresa norueguesa Acergy, especializada em engenharia submarina, para a implantação do trecho marítimo do gasoduto marinho. A CPC foi contratada pela Acergy para dar apoio logístico na movimentação de dutos.
A plataforma de Mexilhão está sendo construída em Niterói (RJ), no estaleiro Mauá, devendo de lá sair para chegar ao local de produção entre o final de 2008 e o início de 2009. A capacidade dessa plataforma é de 17 milhões de metros cúbicos de gás diários, o que deve ser alcançada no início da próxima década.
As obras de escavação, transporte, depósito e compactação de terras, necessárias à realização das obras da base Monteiro Lobato foram iniciadas em dezembro último. Tais obras serão executadas pelo consórcio formado pelas empresas Camargo Correa, Queiroz Galvão e IESA, responsável pela construção da UTGCA e do trecho terrestre de sete quilômetros do gasoduto de ligação com a Plataforma de Mexilhão.
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