21 de agosto de 2008 - Jornal Imprensa Livre - Leonardo Rodrigues
No dia 17 deste mês, teve início o lançamento do gasoduto que ligará a plataforma de Mexilhão, cerca de 140 quilômetros mar adentro, à Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em Caraguatatuba.
O Porto de São Sebastião cada vez mais se consolida como plataforma de apoio logístico nos projetos de cenário de petróleo e gás da região. No dia 16, mais tubos do Projeto Mexilhão chegaram ao porto. Esses tubos fazem parte de um total de 12 mil, que estão vindos do Porto de Vitória, no Espírito Santo.
O Porto de São Sebastião faz parte do projeto como um todo, recebendo, armazenando e reembarcando até transportá-los ao local de lançamento, na embarcação Acergy Piper, da empresa Acergy, contratada pela Petrobras para a obra. Esta embarcação recebe, solda e lança os tubos no mar. A operação tem a previsão de ser concluída em seis meses.
Para as operações que ocorrem no porto, estão sendo usados três pátios para o armazenamento, e mais três rebocadores para transportar as tubulações até o Acergy Piper.
Segundo Sérgio Luiz, operador portuário, o porto está armazenando no momento cerca de 10 mil tubos. "Estamos com 412 tubos de aço, para a formação do Coletor do Condensado, da Concessionária de Caraguatatuba, além dos 9.500 que virão pelo mar e mais 2.mil por terra, para o gasoduto", disse Sérgio.
O gasoduto, com diâmetro de 34 polegadas (o equivalente a pouco mais de 86 centímetros), será instalado em profundidades entre 20 e 172 metros pela embarcação Acergy Piper. O trecho de instalação terá cerca de 114 quilômetros de extensão, iniciando-se a aproximadamente 20 quilômetros da costa de Caraguatatuba.
No início dos trabalhos, a Acergy Piper irá instalar 2,5 quilômetros de duto por dia, devendo aumentar a velocidade. Esta etapa está prevista para ser realizada até o final de setembro.
Para garantir a segurança das embarcações de pesca, de turismo, durante na operação, foi definida uma área de exclusão de 2 quilômetros ao redor da embarcação, na qual é proibida a navegação. Barcos de apoio monitoram a área, alertando eventuais embarcações que venham se aproximar da área restrita.
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