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INFORME DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO |
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Operação de mercadorias em São Sebastião cresce mais de 230% |
07 de outubro de 2008 - A Tribuna - Santos
O movimento de mercadorias no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte do Estado,aumentou 236,17% no mês passado, em comparação a setembro do último ano. Foram 164,27 mil toneladas embarcadas ou desembarcadas, ante 48,86 mil toneladas no mesmo mês de 2007.
O crescimento é resultado, principalmente, da atração de novas cargas e dos investimentos realizados na infra-estrutura do complexo marítimo, segundo a Companhia Docas de São Sebastião (CDSS).
Também foi verificado um maior volume de operações em relação a agosto deste ano. O aumento foi de 19%, motivado pelo embarque de tubos para exploração de gás e óleo no Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos. Como se trata de uma demanda sazonal, a previsão é que os números deste mês voltem ao mesmo patamar dos de agosto (138 mil toneladas). De acordo com a Docas, toda a carga esperadapara as plataformas já foi escoada.
No acumulado do ano, destacam-se as importações de máquinas e equipamentos, que já somam 1,2 mil toneladas, quase seis vezes mais que o total movimentado em todo o ano passado. E o porto passou a operar enxofre a granel, registrando 8,5 mil toneladas de janeiro a setembro.
Na visão do presidente da CDSS, Frederico Bussinger, os resultados verificados devemse, em parte, à reestruturação da atividade portuária em São Sebastião. Segundo ele, foram recuperados trêsberços de atracação internos que não possuíam condições de operação. "Havia embarcações afundadas e assoreamento, de forma que, emalgunspontos,aprofundidadeerade apenasdoismetros".
Segundo Bussinger, todos os destroços submersos foram retirados e, com o licenciamento ambiental, a Docas dragou o trecho até a profundidade de sete metros, suficiente para atracação dos navios de apoio a plataformas que abasteceram as instalações na Bacia de Santos. "O número de berços no porto continua o mesmo, mas o total em condições de operar aumentou bastante".
São Sebastião conta hoje com sete pontos de atracação, sendo que o principal possui 150 metros de comprimento e 8,2 metros de profundidade.
A demanda pelas tubulações marítimas por empresas que atuam no Campo de Mexilhão aumentou as importações desses produtos. No total, já foram movimentados 117 mil toneladas dessas peças pela região.
MUDANÇAS
Oportotambémrecebeuoutras melhorias. Três armazéns construídoshá quatro anos e queainda nãohaviamsidoutilizados foram alfandegados e entraram em operação. A Docas também demoliu dois depósitos para melhorar a circulaçãode cargas.
Para Bussinger, a área comercial passou a ser prioridade. "Temos feito uma maior divulgação do porto, buscando clientes e celebrando novos contratos. Essa é a maneira que encontramos para atrair novas cargas".
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