O porto de São Sebastião é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes de São Paulo. A CDSS exerce também a função de Autoridade Portuária. Está na área considerada a terceira melhor região portuária do mundo.
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      INFORME DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO


Cruzeiros: São Sebastião volta ao jogo
1 de fevereiro de 2009 - Jornal da Orla


Foto de Celso Moraes / PMSS Depois de 34 longos anos, o porto de São Sebastião voltou ao jogo dos cruzeiros de verão — o último navio de passageiros a atracar ali foi o Anna Nery, em 1975. Dia 20 de janeiro passado, com a escala do transatlântico Island Scape, o porto abriu uma nova fase disposto a disputar com a vizinha Ilha Bela as escalas dos navios de turismo. Nesta temporada estão previstas apenas três escalas, como um teste, enquanto Ilha Bela receberá 96 até abril. A distância é grande, mas a briga começou.

O secretário de Governo, Paulo Henrique Santana, apressou-se em dizer, na semana seguinte, que não se trata de uma disputa com a cidade vizinha. “Não queremos concorrer, mas aproveitar a demanda excedente e tornar tudo mais produtivo para os dois municípios”, explicou. Mas lembrou também, no próprio dia da recepção aos turistas, que São Sebastião tem um diferencial forte em seu favor, que é o porto, o local para atracação e desembarque de passageiros em terra, sem depender de outros barcos, como acontece com Ilha Bela.

Com o tempo e dependendo dos resultados dessa temporada, alguma forma de convivência terá de ser estabelecida entre as cidades, buscando complementaridades. O fato é que, desde o dia 20, São Paulo tem três endereços de escala dos luxuosos navios: Santos, Ilha Bela e São Sebastião.

O presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Frederico Bussinger, disse que o porto está disposto a somar esforços com o município e que a idéia de aproveitar a moda dos cruzeiros de verão é benéfica para ambos os lados.

“A infra-estrutura portuária é adequada para as escalas dos navios, podemos incrementar isso com apoio, igualmente, da Marinha do Brasil, transformando o heliponto para transporte aos passageiros, os quais poderão usufruir não apenas dos ônibus, micro-ônibus e vans, mas de helicópteros também”, disse Bussinger. Segundo ele, já há estudos para transformar a área 21do porto para receber passageiros.

A prefeitura de São sebastião comemorou a escala do navio preparando todo um esquema de recepção aos turistas, e já fala em uma espécie de “antes e depois”, a partir desse ingresso no mercado. Além dos turistas, a cidade pensa em avançar parcerias para serviços de reparo e treinamento e também abastecimento dos navios (a maioria deles atualmente abastece em Santos).

O principal índice para medir o sucesso da primeira escala, segundo a prefeitura, foi o número de passageiros que decidiu passear pela cidade. Dos 1.300 passageiros a bordo, 842 deixaram a embarcação durante as 8 horas da parada. A boca pequena comemora-se: este número é cinco vezes maior que a média de passageiros que decide pela descida em Ilha Bela.

O esquema receptivo da prefeitura movimentou 50 pessoas entre agentes e operadores de viagem, guias turísticos, monitores e pessoal de apoio. O êxito da parada experimental pôde ser medido pelo emprego de Cinco ônibus (cada um com capacidade para 40 passageiros), nove vans (com lotação para dez pessoas) e três microônibus (com lotação para 20), além dos táxis "Amigos dos Turistas", um programa municipal para o turismo receptivo.



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